terça-feira, 22 de junho de 2010

Grevistas do Judiciário Paulista expõe esclarecimento à população.

Nesta noite, com um pouco de atraso a redação do Jornal Voz D'aurora recebeu um video do comando de greve do judiciário paulista, o servidor Marcio Camilo nos concedeu uma rápida entrevista via e-mail.


Quanto ao transcorrer da greve ele afirma "já aconteceu de tudo, de tropa de choque a ocupação de prédios do TJ, mas as negociações estão praticamente na etapa zero.


Quanto a cobertura da grande midia Camilo ainda pondera,"como a grande mídia está praticamente calada ou mostrando apenas um lado dos fatos, as informações só estão correndo pelos meios alternativos.
Nesta próxima quarta-feira, mais uma assembleia da categoria está marcada para ocorrer na Praça João Mendes.


Alguns funcionários da Secretaria de Segurança de São Paulo dizem que a ordem é não permitir paralisações das vias publicas.

Você pode assistir ao video de divulgação da defesa do movimento grevista do judiciário em

http://www.youtube.com/watch?v=kMGVBopRzUI

segunda-feira, 24 de maio de 2010

“Seminários Avançados” reinicia atividades




O 3° ciclo do evento traz profissionais da área jornalística Começa no dia 15 de maio, o 3° ciclo de palestras do Seminários Avançados de Jornalismo na Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) Unesp Bauru.

Mantendo o objetivo de reunir profissionais da área jornalística e afins, o 3° ciclo apresentará temas ligados ao mercado de trabalho com a presença de profissionais como os jornalistas Edvaldo Pereira Lima e Hamilton Octávio de Sousa.
As atividades são abertas a toda comunidade e, principalmente, aos alunos de jornalismo da Unesp e região. Os encontros ocorrem aos sábados, das 8h às 12h, na sala 1, e tem a coordenação do professor Pedro Celso Campos. Acompanhe a seguir a programação deste mês:

29 de maio: Com o tema “Qual jornalismo?”, o jornalista Hamilton Octávio de Sousa, da revista Caros Amigos, falará sobre sua experiência profissional.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Agora Falando Sério! “Movimento Estudantil em Perspectiva”

O movimento estudantil é um movimento social da área da educação, no qual os sujeitos são os próprios estudantes, neste ano esse potencial movimento brasileiro aplicou uma lição a todos os outros movimentos sociais brasileiros, pois com a decisão acertada da União Nacional dos Estudantes (UNE) em manter sua posição de independência no cenário da sucessão Presidencial, os estudantes no Congresso de Entidades Gerais da Une por consenso resolveram respeitar as minorias incluídas dentro de sua própria entidade.
Aos muitos desconhecedores da dinâmica deste movimento paradigmático, agora vamos pontuar algumas prerrogativas, ou seja, como diz no inicio deste artigo, qualquer pessoa desejosa de fazer parte de qualquer instancia do movimento estudantil, necessariamente deve estar inserida com matricula ativa em uma Instituição de Ensino Superior do Brasil.
Agora vamos falar sério! A verdade aqui é uma só, o estudante universitário, independente da sua idade pode ser membro das instancias onde o potencial de construção da realidade seja o movimento estudantil. Porém o que observamos é uma visão retrogradam despreparada e desonesta de quem apenas se apega ao senso comum para conceituar algo essencialmente teórico e prático, logo os gêneros humanos a travarem o debate de enrijecimento da participação de discentes regularmente matriculados, através de dispositivos estatutários, na verdade estão promovendo algo que chega a beira da segregação e do ataque ao principio da democracia livre de organização.
O principio democrático da livre organização é constitucional e todo deveu respeitá-lo, até mesmo por esse ser uma conquista Histórica, assim seja individualmente, bem como partidariamente acreditamos na necessidade de rechaçarmos a critica pela critica, rechaçarmos a troca da militância ativa em favor de desejos vaidosos aliados a burocracia e por fim devemos a nós mesmo o respeito a todos que não desejam jogar o barco do movimento estudantil no mar negro das abstrações da anti-democracia.

Agora assista o video da declaração do Camarada Augusto Chagas - Presidente da Une.


terça-feira, 11 de maio de 2010

Asociação Brasileira de Antropologia responde a ' Veja'

Revista semanal publicou reportagem intitulada "A farra da antropologia oportunista" na edição de 5 de maio

A ABA divulgou duas notas a respeito da reportagem publicada por "Veja". A revista é acusada de manipular declarações, desrespeitar indígenas e usar dados inverídicos. Leia abaixo, na íntegra, as notas, assinadas pela Diretoria da ABA e por João Pacheco de Oliveira, coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas (CAI) da entidade:

"Nota da Diretoria da ABA sobre matéria publicada pela revista 'Veja' (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010)

Frente à publicação de matéria intitulada 'A farra da antropologia oportunista' (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), a diretoria da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), em nome de seus associados, clama pelo exercício de jornalismo responsável, exigindo respeito à atuação profissional do quadro de antropólogos disponível no Brasil, formados pelos mais rigorosos cânones científicos e regidos por estritas diretrizes éticas, teóricas, epistemológicas e metodológicas, reconhecidas internacionalmente e avaliadas por pares da mais elevada estatura cientifica, bem como por autoridades de áreas afins.

A ABA reserva-se ao direito de exigir dos editores da revista semanal 'Veja' que publique matéria em desagravo pelo desrespeito generalizado aos profissionais e acadêmicos da área."

"Nota da Comissão de Assuntos Indígenas-CAI/ABA

A reportagem divulgada pelo último número da revista 'Veja', provocativamente intitulada "Farra da Antropologia oportunista", acarretou uma ampla e profunda indignação entre os antropólogos, especialmente aqueles que pesquisam e trabalham com temas relacionados aos povos indígenas. Dados quantitativos inteiramente equivocados e fantasiosos (como o de que menos de 10% das terras estariam livres para usos econômicos, pois 90% estariam em mãos de indígenas, quilombolas e unidades ambientais!!!) conjugam-se à sistemática deformação da atuação dos antropólogos em processos administrativos e jurídicos relativos a definição de terras indígenas.

Afirmações como a de que laudos e perícias seriam encomendados pela Funai [Fundação Nacional do Índio] a antropólogos das ONGs e pagos em função do número de indígenas e terras "identificadas" (!) são obviamente falsas e irresponsáveis. As perícias são contratações realizadas pelos juízes visando subsidiar técnica e cientificamente os casos em exame, como quaisquer outras perícias usuais em procedimentos legais. Para isto o juiz seleciona currículos e se apóia na experiência da PGR e em consultas a ABA para a indicação de profissionais habilitados. Quando a Funai seleciona antropólogos para trabalhos antropológicos o faz seguindo os procedimentos e cautelas da administração pública. Os profissionais que realizam tais tarefas foram todos formados e treinados nas universidades e programas de pós-graduação existentes no país, como parte integrante do sistema brasileiro de ciência e tecnologia. A imagem que a reportagem tenta criar da política indigenista como uma verdadeira terra de ninguém, ao sabor do arbítrio e das negociatas, é um absurdo completo e tem apenas por finalidade deslegitimar o direito de coletividades anteriormente subalternizadas e marginalizadas.

Não há qualquer esforço em ser analítico, em ouvir os argumentos dos que ali foram violentamente criticados e ridicularizados. A maneira insultuosa com que são referidas diversas lideranças indígenas e quilombolas, bem como truncadas as suas declarações, também surpreende e causa revolta. Subtítulos como "os novos canibais", "macumbeiros de cocar", "teatrinho na praia", "made in Paraguai", "os carambolas", explicitam o desprezo e o preconceito com que foram tratadas tais pessoas. Enquanto nas criticas aos antropólogos raramente são mencionados nomes (possivelmente para não gerar demandas por direito de resposta), para os indígenas o tratamento ultrajante é na maioria das vezes individualizado e a pessoa agredida abertamente identificada. Algumas vezes até isto vem acompanhado de foto.

A linguagem utilizada é unicamente acusatória, servindo-se extensamente da chacota, da difamação e do desrespeito. As diversas situações abordadas foram tratadas com extrema superficialidade, as descrições de fatos assim como a colocação de adjetivos ocorreram sempre de modo totalmente genérico e descontextualizado, sem qualquer indicação de fontes. Um dos antropólogos citado como supostamente endossando o ponto de vista dos autores da reportagem afirmou taxativamente que não concorda e jamais disse o que a revista lhe atribuiu, considerando a matéria "repugnante". O outro, que foi presidente da Funai por 4 anos, critica duramente a matéria e destaca igualmente que a citação dele feita corresponde a "uma frase impronunciada" e de "sentido desvirtuante" de sua própria visão. Como comenta ironicamente o jornalista Luciano Martins Costa, na edição de 03-05-2010 do Observatório da Imprensa, "Veja acaba de inventar a reserva de frases manipuladas".

A agressão sofrida pelos antropólogos não é de maneira alguma nova nem os personagens envolvidos são desconhecidos. Um breve sobrevoo dos últimos anos evidencia isto. O antropólogo Stephen Baines em 2006 concedeu uma longa entrevista a Veja sobre os índios Waimiri-Atroari, população sobre a qual escrevera anos antes sua tese de doutoramento. A matéria não saiu, mas poucos meses depois, uma reportagem intitulada "Os Falsos Índios", publicada em 29 de março de 2006, defendendo claramente os interesses das grandes mineradoras e empresas hidroelétricas em terras indígenas, inverteu de maneira grosseira as declarações do antropólogo (pg. 87). Apesar dos insistentes pedidos do antropólogo para retificação, sua carta de esclarecimento jamais foi publicada pela revista. O autor da entrevista não publicada e da reportagem era o Sr. Leonardo Coutinho, um dos autores da matéria divulgada na última semana pelo mesmo meio de comunicação.

Em 14-03-2007, na edição 1999, entre as pgs. 56 e 58, uma nova invectiva contra os indígenas foi realizada pela Veja, agora visando o povo Guarani e tendo como título "Made in Paraguai - A FUNAI tenta demarcar área de Santa Catarina para índios paraguaios, enquanto os do Brasil morrem de fome". O autor era José Edward, parceiro de Leonardo Coutinho, na matéria citada no parágrafo anterior. Curiosamente um subtítulo foi repetido na matéria da semana passada - "Made In Paraguay". O então presidente da ABA, Luis Roberto Cardoso de Oliveira, solicitou o direito de resposta e encaminhou um texto à revista, que nem sequer lhe respondeu.

Poucos meses depois a revista Veja, em sua edição 2021, voltou à carga com grande sensacionalismo. A matéria de 15-08-2007 era intitulada "Crimes na Floresta - Muitas tribos brasileiras ainda matam crianças e a FUNAI nada faz para impedir o infanticídio" (pgs. 104-106). O subtítulo diz explicitamente que o infanticídio não teria sido abandonado pelos indígenas em razão do "apoio de antropólogos e a tolerância da FUNAI." A matéria novamente foi assinada pelo mesmo Leonardo Coutinho. Novamente o protesto da ABA foi ignorado pela revista e pode circular apenas através do site da entidade.

Em suma, jornalismo opinativo não pode significar um exercício impune da mentira nem práticas sistemáticas de detratação sem admissão de di reito de resposta. O mérito de uma opinião decorre de informação qualificada, de isenção e equilíbrio. Ao menos no que concerne aos indígenas as matérias elaboradas pela Veja, apenas requentam informações velhas, descontextualizadas e superficiais, assumindo as características de uma campanha, orquestrada sempre pelos mesmos figurantes, que procuram pela reiteração inculcar posturas preconceituosas na opinião pública.

No acima citado comentário do Observatório da Imprensa o jornalista Luciano Martins Costa aprendeu muito bem e expôs sinteticamente o argumento central da revista no que concerne a assuntos indígenas: "A revista afirma que existe uma organização altamente articulada que se dedica a congelar grandes fatias do território nacional, formada por organizações não governamentais e apoiada por antropólogos. Essa suposta "indústria da demarcação" seria a grande ameaça ao futuro do Brasil." Este é o argumento constante que reúne não só a matéria da semana passada, ma s as intervenções anteriores da revista sobre o tema. Os elos de continuidade fazem lembrar uma verdadeira campanha.

Numa análise minuciosa desta revista, realizada em seu site, o jornalista Luis Nassif fala de uma perigosa proximidade entre lobistas e repórteres nas revistas classificadas como do estilo "neocon". A presença de "reporteres de dossier" é uma outra característica deste tipo de revista. À luz destes comentários caberia atentar para a lista de situações onde a condição de indígenas é sistematicamente questionada pela revista. Aí aparecem os Anacés, que vivem no município de São Gonçalo do Amarante (onde está o porto de Pecem, no Ceará); os Guarani-M'bià, confrontados por uma proposta do megainvestidor Eike Batista de construção de um grande porto em Peruíbe, São Paulo; e os mesmos Guaranis de Morro dos Cavalos (SC), que lutam contra interesses poderosos, sendo qualificados como "paraguaios" (tal como, aliás, os seus parentes Kayowá e Nandevá do Mato Grosso do Sul, em confronto com o agro-negócio pelo reconhecimento de suas terras).

Como o objetivo último é enfraquecer os direitos indígenas (que naturalmente se materializam em disputas concretas muitas vezes com poderosos interesses privados), os alvos centrais destes ataques tornam-se os antropólogos, os líderes indígenas e os seus aliados (a matéria cita o Conselho Indigenista Missionário/CIMI por várias vezes e sempre de forma igualmente desrespeitosa e inadequada).

É neste sentido que a CAI vem expressar sua posição quanto a necessidade de uma responsabilização legal dos praticantes de tal jornalismo, processando-os por danos morais e difamação. Neste momento a Presidência da ABA, está em conjunto com seus assessores no campo jurídico, visando definir a estratégia processual de intervenção a seguir.

Dada a assimetria de recursos existentes, contamos com a mobilização dos antropólogos e de todos que se preocupam com a defesa dos direitos indígenas para , através de sites, listas na Internet, discussões e publicações variadas, vir a contribuir para o esclarecimento da opinião pública, anulando a ação nefasta das matérias mentirosas acima mencionadas. Que não devem ser vistas como episódios isolados, mas como manifestações de um poder abusivo que pretende inviabilizar o cumprimento de direitos constitucionais, abafando as vozes das coletividades subalternizadas e cerceando o livre debate e a reflexão dos cidadãos. No que toca aos indígenas em especial a Veja tem exercitado com inteira impunidade o direito de desinformar a opinião pública, realimentar velhos estigmas e preconceitos, e inculcar argumentos de encomenda que não resistem a qualquer exame ou discussão."



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Reginete Souza Bispo

terça-feira, 9 de março de 2010

Ponto de Cultura Prudente em Cena



Eric Oliveira Costa e Silva - 1 semstre de jornalismo Toledo.

O município de Presidente Prudente foi contemplado com o programa Ponto de Cultura, que é uma parceria entre governo Federal e Governo do Estado de São Paulo. O projeto denominado Ponto de Cultura Prudente em Cena tem por objetivo promover a cultura na cidade de Presidente Prudente, onde o objetivo é ampliar a participarão e difusão dos cidadãos na cultura de forma integrada ao desenvolvimento da identidade cultural desta honrosa cidade.
O Ponto de Cultura Prudente em Cena, agora sai do papel, este é um projeto encaminhado pelo comparte Antonio Sobreira conjuntamente com a Federação Prudentina de Teatro, segundo ele “depois de meu retorno da França essa ação é o que eu fiz de mais próximo dos meus anseios sonhados aos 14 anos de idade. Estou vivendo isso intensamente, não há muito a mostrar ainda, pois tudo está acontecendo agora. Formalmente eu sou produtor cultural. Toda a experiência acadêmica me permite elaborar outros projetos, com outros artistas e parece que consigo me manter em um projeto de vida que fiquei acalentando para acontecer esses últimos 20 anos”.
As suas idéias libertárias e o sonho de promoção de cultura da Federação conquistaram a quantia de R$180.000,00 para utilizar em três anos em parcelas de R$ 60.000,00.
Saudamos a sua cota de liberdade sobreira, pois ela agora será multiplicada nos sonhos de muitos desta honrosa cidade.

sábado, 6 de março de 2010

A Educação e o papel do Educador


Eric Oliveira Costa e Silva - 1 Semestre de Jornalismo Toledo


A constituição vigente no Brasil é uma conquista da democratização de vários anos a fio e até mesmo na clandestinidade, ela serve como paradigma para todos e nela a “educação é direito de todos e um dever do Estado”, assim suas fundamentações devem refletir no sistema produtivo educacional de nossa Nação.
Os métodos e metodologias científicas e a própria sociedade guardam em seu supra-sumo as diferenças e diferêncialidades, onde cada uma das formulações no espaço real toma forma, sejam estas no campo ou na cidade.
Ao educador cabe a tarefa de compreender os meandros das diferenças encontradas no seu campo de atuação, pois cada pessoa e grupo têm sua identidade. Sendo assim, acreditamos que a diferença, na sua totalidade, deve rumar firmemente no mastro da bandeira da inclusão de todos na estrutura educacional.
O professor ao promover a inclusão de todos, sem distinção, estará contribuindo para a liberdade do debate da função da educação como forma de constituir uma massa critica e criativa. Os frutos desta educação só serão colhidos a partir de métodos e metodologias reveladoras e a partir da vivencia de cada aluno.
O debate a muito gira em torna do fim da educação, se esta deve formar o aluno cidadão, ou se deve formar para o mundo do trabalho. De certa maneira ambas as potencialidades devem ser analisadas e colocadas como fundações recíprocas, pois ninguém nos dias de hoje sobrevivem sem ambas.
O querer de uma Nação e de sua Educação coexiste na relação complexa que deve a principio ter lugar na vida e nas noções de respeito entre ambos, o educador e o educando devem caminhar como fieis companheiros, tendo nas suas vistas, o extremo desejo figurado da criação da Justiça e Igualdade de oportunidades em todos os níveis.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Saúde: "(Des)mitificando o medo".

Eric Oliveira Costa e Silva, 1 ano de jornalismo Toledo.


A história brasileira guarda nas suas páginas e na memória de seu povo, diversos exemplos pródigos, onde a necessidade de controle dos agravos de saúde e do bem estar da população, um dia foram vistos, a partir duma análise baseada no senso comum.O senso não científico muitas vezes é permeado nas idéias variáveis dos boateiros nacionais de plantão, essa forma de comunicação popular, toma grandes proporções com o advento das páginas virtuais, ai sim, existe um outro problema, este se localiza na quantidade de informação e na idoneidade das informações.O misticismo iniciante provocou até mesmo a Revolta da Vacina, pois na época a cidade do Rio de Janeiro, então capital, padecia com a tuberculose, o sarampo, o tifo, a hanseníase, febre amarela, varíola e peste bubônica.A população levantou-se contra as pretensões sanitaristas do médico Dr.Oswaldo Cruz e dos membros do governo, os rebeldes tiveram o apoio o apoio de positivistas e dos cadetes da Escola Militar.No ano da imunização da influenza destinada aos idosos, uma rede de desqualificação do trabalho em saúde entrou em ação, o argumento maior, advertia, a vacina é uma maneira de “matar” essa parcela do tecido social, tudo com intuito do não pagamento das aposentadorias.Hoje, a vacina referente ao H1N1 é alvo das primeiras ondas de boatos, agora as indagações remontam as afirmações de períodos anteriores, vociferam o motivo aparente da faixa etária a ser iminizada e chegam ao desvario de proliferarem que os governos estão antecipando o fim do Mundo.Meu amigo (a) leitor (a), lembre-se, o conceito de hipertextualidade é complexo, mas pode ser comparado em síntese com as frases dos poetas, “qual mentira vou acreditar” (Racionais) e “quem lê tanta notícia” ( Caetano Veloso). A ciência avança para nosso bem, o senso comum tenta a atrasar e você, onde entra nessa História? Basta de tanta informação sem método. Chega de bobagens. Todos os escolhidos aos postos de vacinação.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Aquecimento Global: “quem tem medo do desgelo?”.

Eric Oliveira Costa e Silva - Estudante de Jornalismo Toledo.


O aquecimento global é tema de diálogos calorosos em todos os meios e classes sociais, as ações preventivas futuras, nos fazem admitir a necessidade eminente da reestruturação nas consciências humanas e na própria maneira de encarar as relações entre clima e economia.
Tendo em vista o fato da desintegração da chamada plataforma Wilkins, pensamos, essa constatação é uma influencia direta dos fatores de aquecimento global, este também já levou uma estação de pesquisa da região.
O fator de aquecimento ocorre, tanto pela temperatura das águas marinhas, intemperismos e a própria ação humana, todos os fatores fundamentam a potêncialização dos efeitos destes na natureza-natural.
A evaporação de massa sólida Antártida, propiciou uma geração térmica de baixa na temperatura do continente gelado, de outro lado, a mesma pode ser sentida na ordenação das massas de ar frio provenientes da Antártida.
A ordenação pode influenciar no regime de chuvas e secas no Brasil, logo a “chuvinha” é parte do quadro do desequilíbrio ambiental vivido pelo planeta Terra.
A parcela creditada aos agentes promotores artificiais são reflexos do modelo econômico de predação da natureza e da avareza desenfreada do lucro, sendo a contribuição que a contribuição mais latente versa-se sob a existência de um imposto tomado das gerações futuras, o preço deste é caro de mais a vida humana e vem de inicio com o desgelo. Assim, quem tem medo do desgelo? Sinceramente, eu tenho.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Terra: "Um Planeta em mudança?".

Eric Oliveira Costa e Silva


Venha, senta leitor! Leia atentamente, saiba, não temos a presunção pequena vaidosa de nos colocarmos no altar santíssimo, no que tange a substituição do Divino Superior da Misericórdia pela figura imperfeita do homem.
Em um tempo, nem tão distante, os seres humanos assistiram atônitos a sua casa, o planeta Terra, entrar em um giro fora de seu próprio eixo, ocasionado pelo grande maremoto que atingiu o continente asiático em 26 de dezembro de 2004, propiciou uma erosão remontante.
Aliado a referente factual do eixo do planeta ter sito gravemente atingido, adicionamos a informação da possibilidade de um novo mar estar a surgir no continente africano, esse mar encontra-se na placa tectônica africana, de tal forma que a sua territorialização ocasionará um novo limite entre essa placa e a nova. Tal afirmação é essencial para compreendermos, no horizonte da linha tênue dos acontecimentos, uma ligação sistêmica entre as atuais catástrofes. Porem salienta-se os seus olhos, nas mãos de Deus Pai, cabe tudo e a ele são guardados os segredos do livro dos dias.
A interferência desta súbita movimentação causa o inicio da movimentação combinada das placas tectônicas e colabora efetivamente para a estruturação geológica do mar na África.
A acomodação e o movimento combinado que também é conjugado das tectônias de placas, provocou e ainda podem provocar sérios danos as áreas de encontro das mesmas. Com a gradual mudança geológica promovida pela potencialidade da paisagem africana, o deslocamento multi-continental faz toda humanidade voltar o seu olhar a natureza-natural, pois o mesmo acarretará uma reformulação dos ambientes natural-artificiais que conhecemos, sendo necessários estudos deste quadro de mutação para por fim tentarmos minimizar seus efeitos na vida humana.
Cabe agora a você, através desta possibilidade real, a capacidade de pensar o seu planeta, sem artifícios futurologistas, acreditamos no seu potencial criativo, na construção de novos paradigmas sócio-tecnológicos. Levante-se! E que Deus nos dê a graça de iluminar todas as saídas.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Pré-Sal na Pauta em Araçatuba

Eric Oliveira Costa e Silva

Na noite de ontem, sexta-feira, o Centro Universitário Toledo de Araçatuba, recebeu a promissora visita do membro ilustre da esquerda brasileira, o Dep. Federal José Genoino (PT-SP), tudo com objetivo de dialogar com os presentes sob o tema do Pré-Sal.
O Governo Federal vai mudar o marco regulatório do Petróleo brasileiro, no lugar do modelo flexibilizador de concessão, herdado de F. H. C, o governo vê a necessidade técnica de estabelecer o novo modelo regulador de partilha.
No modelo de partilha a união é proprietária dos recursos (petróleo) encontrados na zona econômica exclusiva do Brasil, nesta nova conjuntura proposta à partilha é estabelecida a quem oferecer a maior parte da produção (lucro) a União, sendo toda a exploração gerida pela já aprovada PETROSAL.
O Congresso Nacional enfrenta um grande entrave, o mesmo é devido ao repasse dos royalties do ouro negro a ser destinados aos entes federativos. Existem pelo menos três pensamentos circulando em Brasília, o primeiro deseja manter a partilha, onde metade ficaria para a União e a outra metade seria distribuída de forma igual entre todos os Estados da Federação, já a segunda deseja manter a partilha nos moldes do atual modelo e a terceira onde de pensamento defende uma posição a favor de um consenso através da manutenção dos repasses para as jazidas hoje em estado de exploração e seria regulamentada uma nova forma de royalties para aquelas ainda não exploradas, “a partir da exploração, você divide com todos os Estados, mas deve haver um critério na distribuição, não podemos esquecer que a divisão, pura e simples, em apenas Estados produtores e Estados não produtores pode criar uma ferida nas relações entre os Estados da mesma Nação”, afirma o Dep. José Genoino (PT-SP).
O Governo e seus aliados ainda pretendem criar o Fundo Social da Riqueza Durável, o mesmo deve destinar o lucro do Pré-Sal para ações voltadas em investimentos que visem o salto sócio-tecnológico da Nação, o mesmo deve garantir graduais melhorias na Saúde, Educação, Ciência, Cultura e combate a pobreza.
A Segurança Nacional da soberania do Brasil e da defesa do Pré-Sal também foi abordada, “temos de pensar na nossa defesa, tem sempre alguém criticando quando investimos nas Forças Armadas, mas acredito na necessidade de tê-las bem equipadas, melhor ainda seria nunca precisar as usar", disse o Dep. Federal José genoino (PT-SP).

domingo, 27 de dezembro de 2009

II Premio Canon de Literatura Poesia






A avenida Paulista foi palco de mais uma festa literária, agora com a participação de Eric Costa e Silva (Carcará), um dos vencedores do Premio Canon de Poesia, sua poesia "poetas", foi muito bem recebida pelos presentes, a noite ainda contou com grupo de chorinho que arrasou, dando um toque de musica para o evento, acompanhou o poeta araçatubense o amigo Luis Paulo Valente, professor universitário e amigo desde as épocas de ouro da Unesp FCT-Prudente, além do mais os dois já coordenaram juntos o nucleo de um partido politico de esquerda nessa cidade. Atenção se você é critico literário, funcionario duma instituição de ensino contacte o nosso jornal para encaminharmos o contato da editora scortecci, pois os referidos anteriores ganham copias do livro gratuitamente.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Araçatuba de Luto


Araçatuba ainda está de Luto pela morte do comunicador Wagner Gomes, a sua passagem para o lado de Jesus nos deixou triste, mais a saudade que o Sol que ainda chora, transformou o fato em lágrimas que nunca serão esquecidas, a saudade fica, as ações de sua vida Wagner continua, e o sonho nunca para, pois todos estamos ao lado de Deus e ele sempre seu guia forte no caminho nos faz lembra a frase do poeta "Um dia a gente se vê", e a radio Exelcior Comunitária comunica, "POR VOLTA DA 22h DE SÁBADO, FALECEU O NOSSO DIRETOR WAGNER GOMES EM MONGAGUA, LITORAL DE SÃO PAULO, VÍTIMA DE UM INFARTO, O CORPO FOI VELADO NO JARDIM DA LUZ, NA VIA OLEGARIO FERRAZ, PRÓXIMO AO AEROPORTO MUNICIPAL DÁRIO GUARITA, O SEPULTAMENTO FOI REALIZADO NESTA SEGUNDA-FEIRA, 02/11/2009 AS 10h. A FAMILIA EXCELSIOR AGREDECE A TODOS". MISSA DE SÉTIMO DIA, 06/11/2009 SEXTA-FEIRA ÀS 19H30 NA PARÓQUIA SANT´ANA RUA TENENTE ALCIDES THEODORO DOS SANTOS, S/N - BAIRRO SANTANA.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Finados Presidente Prudente

Fonte da Redação do PORTAL DAS RUAS, às 11:42:17 de 31/10/2009

Os dois cemitérios de Presidente Prudente e outros quatro na região receberão chuvas de pétalas neste Dia de Finados (2). Um helicóptero sobrevoará os locais, soltando as flores. A homenagem é da Organização Social Athia.

Além do Cemitério Parque da Paz e do São João Batista, receberão o sobrevôo os cemitérios de Pirapozinho, Álvares Machado, Mirante do Paranapanema e Teodoro Sampaio.

A primeira homenagem será realizada no Parque da Paz, às 9h. De lá, o helicóptero partirá para o São João Batista, às 9h30, e para os cemitérios da região.

A Organização Athia montou ainda tendas com profissionais de enfermagem e distribuição de água para apoio dos visitantes nos seis cemitérios.

sábado, 19 de setembro de 2009

Dinamarca, uma vergonha



O mar se tinge de vermelho, entretanto não é devido aos efeitos climáticos da natureza. Se deve a crueldade com que os seres humanos (ser civilizado) matam centenas dos famosos e inteligentíssimos. Golfinhos Calderon.

Isso acontece ano após ano na Ilha Feroe na Dinamarca. Deste massacre participam principalmente jovens

Por que?

Para demonstrar que estes mesmo jovens já chegaram a uma idade adulta, estão maduros


Em tal celebração, nada falta para a diversão

TODOS PARTICIPAM DE UMA MANEIRA OU DE OUTRA, matando ou vendo a crueldade “apoiando-a como espectador”.


Cabe mencionar que o golfinho calderon, como quase todas as outras espécies de golfinhos, se aproxima do homem unicamente para interagir e brincar em gesto de pura amizade.

Eles não morrem instantaneamente, são cortados uma ou duas vezes com ganchos grossos. Nesse momento os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido.




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Reforma Psiquiátrica

Vagner R. Di Gennaro Jr.[1]

“O espaço se produz, de tempos em tempos, como estrutura arquitetônica, como representação cultural, como metáfora da experiência, como dimensão psicológica ou como possibilidade terapêutica. O espaço, de fato, é uma realidade complexa de interações, de representações, de cenas e de retro-cenas, sociais e pessoais” (VENTURINI).
A recente reforma psiquiátrica se dá, não apenas para defender os direitos dos portadores de doenças mentais, ao meu ver, também atua para mudar os padrões de pensamentos negativos e deturpados da sociedade perante o "louco". Para ajudar na mudança desse pensamento irei mostrar-lhes alguns fatos e o porquê muitos de nós pensam e agem com preconceito ao lidar com o tema da saúde mental.
Castel relata que Jules Falret, encarregado pela Sociedade Médico-Psicológica de Paris de visitar a aldeia belga de Gheel, onde alienados trabalhavam e habitavam em harmoniosa convivência com os camponeses, declarou na reunião de 30 de dezembro de 1861: " Fica-se verdadeiramente estupefato e assustado quando se vê os camponeses deixarem circular livremente os alienados no seio de suas famílias, de suas filhas e das crianças, confiar-lhes armas e ferramentas. (...) O sentimento que predomina em Gheel (...) é a confiança, na verdade exagerada, nos alienados e em seu caráter inofensivo" (Castel, 1978: 254). Mas, anteriormente, o próprio Pinel já afirmava: "Em geral é tão agradável, para um doente, estar no seio da família e aí receber os cuidados e as consolações de uma amizade tenra e indulgente, que enuncio penosamente uma verdade triste, mas constatada pela experiência repetida, qual seja, a absoluta necessidade de confiar os alienados a mãos estrangeiras e de isolálos de seus parentes" (Castel, 1978: 86).
A doença mental, objeto construído há 214 anos, implicava o pressuposto de erro da Razão. Assim, o alienado não tinha a possibilidade de gozar da Razão plena e, portanto, da liberdade de escolha. Liberdade de escolha era o pré requisito da cidadania (No período, a razão era o centro do universo). E se não era livre não poderia ser cidadão. Ao asilo alienista era devotada a tarefa de isolar os alienados do meio ao qual se atribuía a causalidade da alienação para, por meio do tratamento moral, restituir-lhes a Razão, e assim, a Liberdade.

No contexto da Revolução Francesa, com o lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade", o alienismo veio sugerir uma possível solução para a condição civil e política dos alienados que não poderiam gozar igualmente dos direitos de cidadania mas que, também, para não contradizer aqueles mesmos lemas, não poderiam ser simplesmente excluídos. O asilo tornou-se então o espaço da cura da Razão e da Liberdade, da condição precípua do alienado tornar-se sujeito de direito. A repercussão que teve a Revolução Francesa para a nova ordem mundial fez com que estes princípios alienistas fossem adotados na maior parte do mundo ocidental.

No Brasil a emergência do regime republicano foi acompanhada por uma série de mudanças sociais e econômicas que exigiram medidas rigorosas e eficientes de controle social, de modo a ordenar o crescimento das cidades e das populações. O reconhecimento e o gerenciamento de tais mudanças envolveram a articulação de diferentes disciplinas. A medicina, em associação ao urbanismo e à engenharia, começou a tomar o espaço urbano como propiciador de epidemias e contágios, assumindo progressivamente o caráter de intervenção sobre o corpo social. Os cuidados dirigidos, sobretudo, à saúde dos cidadãos ampliaram-se para a cidade e para a regulamentação de diferentes usos do espaço urbano. Os temas referentes à cidade constituíam-se como centrais, a multidão trazia consigo o sério risco de propagar diferentes epidemias, inclusive, de ordem psíquica. Cabia, então, aos médicos alienistas a tarefa de identificar e isolar os indivíduos tidos como nocivos e degenerados passíveis de contaminar todo o corpo social com o vírus da desordem. Era preciso expulsar o louco das ruas e do convívio da cidade como uma medida sanitária para a manutenção da ordem social.

E assim se consolidou o pensamento de que os "loucos" devem viver afastados do meio social e que, por "não terem o julgamento racional" não são propensos a manter a ordem e portanto, são ofensivos à sociedade. Esse pensamento poderia até ser aceitável há mais de dois ou três séculos atrás, mas já sabemos que a recuperação do alienado se deve em grande parte pela atenção e carinho dado pelos familiares e pessoas próximas e isso não vem acontecendo mesmo nos dias de hoje, onde diversos manicômios e hospitais psiquiátricos usam de maus tratos, ou tratam o indivíduo apenas como objeto de estudo da doença que porta.

Sendo assim a reforma visa primordialmente a desinternalização do indivíduo e a reinserção do mesmo à sociedade a ao seu lar, propiciando assim uma melhor recuperação além de haver o Serviço Residencial Terapêutico para atender aos doentes e dar apoio aos familiares.


"História da Loucura na Idade Clássica", de Michel Foucault, como se sabe, foi fundamental para reescrever a história da loucura, da psiquiatria e de toda a forma da sociedade moderna em lidar, não apenas com a loucura mas, ainda, com todas as formas de diferenças, desvios e divergências sociais e culturais.

Sabemos que o mundo do confinamento não serviu apenas à ordem política e econômica, que necessitava moldar o espaço público destinando lugares de inclusão e exclusão social. Serviu também, e nisso o Brasil foi praticamente inigualável, a uma promissora "indústria da loucura", como, com muita propriedade, a denominou Carlos Gentile de Mello, consolidada a partir do Plano de Pronta Ação do Ministro Leonel Miranda, que operou a maior privatização da assistência psiquiátrica de que se tem notícia. Tais empresários resistem às reformas no campo da saúde mental, mesmo sabendo que poderiam participar do novo sistema, uma vez que se propusessem a constituir os novos serviços, embora não fosse possível incluí-los, automaticamente, como veremos, no contexto da desinstitucionalização, já que esta não significa apenas a administração de serviços não hospitalares.

Alguns destes empresários, movidos pela ameaça que representa a reforma psiquiátrica, e não apenas o projeto Paulo Delgado, vêm aterrorizando familiares, deturpando os princípios da reforma, dizendo-lhes que o que se propõe é o fechamento dos hospícios e a devolução dos internos aos familiares ou o abandono dos mesmos nas ruas. Tal iniciativa já se faz presente na criação de uma entidade de familiares financiada por estes mesmos empresários, para oporem-se às reformas.

Outro setor que vem levantando questões contrárias ao processo da reforma é o acadêmico psiquiátrico clássico. Refutam a idéia de Franco Basaglia, de que a psiquiatria colocou o doente entre parênteses para ocupar-se do estudo da doença, tendo assim construído um objeto fictício, pois não existe a doença sem o sujeito de sua experiência. Seguindo a tradição husserliana, entende Basaglia que seria necessário promover uma redução fenomenológica, colocando a (doença mental) entre parênteses, para poder ocuparse do doente em sua experiência concreta de sofrimento. Este procedimento epistemológico inscrevese no contexto do primeiro uso da complexidade, tal como proposto por Isabelle Stengers, que está no desafio de resgatar a singularidade da operação que o conceito oculta, sem que esse desmascaramento signifique "descobrir" a verdadeira realidade do objeto, mas sim reabrir a possibilidade de sua re-complexificação.

Carvalhal Ribas costumava dizer que o mal maior da psiquiatria era o doente mental que não se dobrava ao saber psiquiátrico. Mesmo assim a psiquiatria não aceita debater seu paradigma.

Um argumento de outra natureza, comumente utilizado por estes mesmos setores, é o de que a reforma foi tentada e fracassada em outros países. Utilizam como exemplo mais comum a experiência dos E.U.A., que é a qual a experiência brasileira explicita maior distanciamento, por ter reduzido o conceito de desinstitucionalização à meras medidas de desospitalização, sem a necessária construção de uma nova rede de serviços e cuidados. Em todo o caso, o argumento corresponderia a dizer que, uma vez que ainda se cometem crimes a violências contra negros, mulheres a crianças, a luta contra esta violência não teria nem eficácia nem razão de ser. Finalmente, o modelo psiquiátrico clássico favorece ainda o modelo profissional "liberal", que reduz a atitude terapêutica a sessões individuais, à psicoterapias, à administração de fármacos – sem um maior esforço cotidiano –, ou a uma verdadeira tomada de responsabilidade, como proposto por Giuseppe Dell'Acqua, isto é, o ocuparse do doente em sua experiência-sofrimento.

Vimos que não estamos falando de fechar hospícios (ou hospitais psiquiátricos, se preferirem) e abandonar as pessoas em suas famílias, muito menos nas ruas. Vimos que não estamos falando em fechar leitos para reduzir custos, no sentido do neoliberalismo ou no sentido do enxugamento do Estado (aliás, em princípio, a rede de novos serviços e cuidados tende a requerer maior investimento não apenas técnico e social, mas também financeiro). Estamos falando em desinstitucionalização, que não significa apenas desospitalização, mas desconstrução. Isto é, superação de um modelo arcaico centrado no conceito de doença como falta e erro, centrado no tratamento da doença como entidade abstrata. Desinstitucionalização significa tratar o sujeito em sua existência e em relação com suas condições concretas de vida. Isto significa não administrar-lhe apenas fármacos ou psicoterapias, mas construir possibilidades. O tratamento deixa de ser a exclusão em espaços de violência e mortificação para tornar-se criação de possibilidades concretas de sociabilidade a subjetividade. O doente, antes excluído do mundo dos direitos e da cidadania, deve tornar-se um sujeito, e não um objeto do saber psiquiátrico. A desinstitucionalização é este processo, não apenas técnico, administrativo, jurídico, legislativo ou político; é, acima de tudo, um processo ético, de reconhecimento de uma prática que introduz novos sujeitos de direito e novos direitos para os sujeitos. De uma prática que reconhece, inclusive, o direito das pessoas mentalmente enfermas em terem um tratamento efetivo, em receberem um cuidado verdadeiro, uma terapêutica cidadã, não um cativeiro. Sendo uma questão de base ética, o futuro da reforma psiquiátrica não está apenas no sucesso terapêutico-assistencial das novas tecnologias de cuidado ou dos novos serviços, mas na escolha da sociedade brasileira, da forma como vai lidar com os seus diferentes, com suas minorias, com os sujeitos em desvantagem social.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CASTEL, R., 1978. A Ordem Psiquiátrica: A Idade de Ouro do Alienismo. Rio de Janeiro: Graal.

AMARANTE, P. Novos Sujeitos, Novos Direitos: O Debate sobre a Reforma Psiquiátrica no Brasil. Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 11 (3): 491-494, jul/set, 1995.

CARVALHO M.(Org.) Os espaços sem tempo: Os Vazios do Manicômio. Rio de Janeiro: Booklink Publicações, 2001.

[1] Estudante de Psicologia da Universidade Paulista - UNIP, Araçatuba.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Análise econômica e social da terceirização nas instituições públicas

Terceirização de serviços nas universidades públicas é um tema que vem sido pautado em discussões polêmicas e que foi item de pauta de várias mobilizações de estudantes e funcionários no primeiro semestre de 2009. Mas, afinal, você sabe o que é terceirização e porque esta é motivo de revolta e protesto de vários setores das universidades públicas?

Segundo o dicionário Michaelis, o ato de terceirizar se refere à delegação, a trabalhadores não pertencentes ao quadro de funcionários de uma empresa, de funções exercidas anteriormente por empregados dessa empresa. Deste modo, terceirização é uma prática que permite a empresa abrir mão da execução de uma determinada atividade e transferir para um terceiro, portador de uma base de conhecimento mais técnica, com o objetivo de agregar maior valor ao produto final em detrimento da diminuição das despesas e gastos com trabalhadores e trabalhadoras ligados diretamente à empresa. Mas como tal agregação é possível dentro do setor público, dentro da universidade pública?

Em suma, as respostas obedecem a lógica do capital e as tendências mercadológicas a que as instituições públicas de ensino superior estão sendo encaminhadas, tendências estas que diminuem cada vez mais a autonomia e desarticulam a organização e mobilização combativa dos funcionários das instituições de ensino, uma vez que delega tarefas e cede espaço às empresas privadas.

A terceirização afeta não somente a universidade pública em si, mas principalmente a população, responsável por investir nas universidades capital ganho em árduo trabalho, precário e alienado, sendo que o conhecimento produzido e as pesquisas geradas pelas universidades vêm sendo cada vez menos retornados à população, ao passo que esta fica cada vez mais a mercê dos produtos e serviços das grandes instituições e empresas privadas, pertencentes aos grandes capitalistas e burgueses que, por sinal, são os principais responsáveis pelo trabalho escravocrata e precário. Confuso, não?

Assim, a tendência é que a Universidade pública vise cada vez mais acolher, receber e repassar investimentos em setores altamente lucrativos – aos grandes capitalistas, obviamente. A abertura de espaço para o capital e serviços privados (explicitamente declarado no Plano de Desenvolvimento Institucional da UNESP, por exemplo), tende, portanto, a verter cada vez mais as pesquisas realizadas na Universidade pública à minoria da sociedade.

A redução do custo de trabalho sob cargo da universidade é incoerente, pois se dá face ao sacrifício dos trabalhadores da empresa que presta o serviço (como já acentuado, o trabalho é efetuado em condições exploratórias e que não respeitam a capacidade de suporte das pessoas, além destes não gozarem dos direitos assegurados por lei, na maioria dos casos). A contradição reside no fato de que se trata de uma organização pública, que se beneficia em detrimento da exploração e exposição das pessoas a condições sub humanas de trabalho, sendo que os mesmos deveriam desfrutar de direitos trabalhistas e dos próprios serviços oferecidos pelas instituições que contratam os serviços terceirizados, uma vez que, oras, são públicas!

Os trabalhadores terceirizados têm, em geral, salários, benefícios, garantia do cumprimento dos direitos trabalhistas e condições de trabalho inferiores, caracterizando uma precarização ainda mais acentuada do trabalho. Além do mais, a grande maioria dos terceirizados são mulheres, vulneráveis aos problemas de discriminação não somente por suas condições econômicas, mas por perfazerem uma classe que, historicamente, é submissa e fica a mercê da exploração, humilhação e opressão capitalista.

Movido pelo neoliberalismo e interesses dos grandes capitalistas, o capital oprime mulheres, trabalhadores, estudantes, crianças, idosos... e todas as formas de vida.

Diante dos expostos acima, vale ressaltar que estudantes e trabalhadores de várias universidades públicas que se mobilizaram neste ano, no Estado de São Paulo, somaram à pauta de reivindicação a inclusão dos terceirizados no quadro dos servidores públicos e a contratação de mais funcionários públicos por meio de concurso.

A contratação de mais funcionários é explicada pelo fato de que o quadro de funcionários tende a cada vez mais ser enxuto por conta de burocracias do Estado e devido à redução de custos da universidade, que investe cada vez menos em capital orgânico (ou mão-de-obra, de forma que os trabalhadores, explorados, são feito mercadorias pela empresa que serve, podendo ser “descartados” caso necessário para que sejam mantidas as taxas de lucro e rendimento da empresa). Assim, verifica-se a expansão de cursos e vagas em vários campi da UNESP, ao passo que o quadro de professores, funcionários e verbas destinadas à universidade não cresceu no mesmo ritmo. O que isso significa? Trabalho exploratório e insano; o serviço aumenta sem aumentar o número de trabalhadores para realizá-los. Já a inclusão dos terceirizados aos quadros de funcionários públicos nas universidades é uma garantia – não mais do que justa – dos trabalhadores terceirizados não serem demitidos e ficarem à mercê de outros problemas existentes em nossa sociedade, já que já executam o trabalho e dependem dele para sua sobrevivência e de sua família. Caso contrário, os trabalhadores ficariam na dependência de um concurso público para permanecerem no cargo.

Contudo, entende-se que os terceirizados, bem como os demais trabalhadores, ao participarem ativamente da luta travada por estudantes e funcionários efetivos das universidades públicas, correm grandes riscos de serem demitidos pela empresa terceirizada, que pode não garantir aos trabalhadores seus direitos de reivindicar condições melhores de serviço. Vale ainda lembrar que há uma fila grande de pessoas esperando para preencher vagas e deixarem o desemprego, fato que favorece o trabalho precarizado e as violações dos direitos trabalhistas.

Vejamos um exemplo nítido, e que salta aos olhos: no IBILCE, campus de São José do Rio Preto da UNESP, há a necessidade de contratação de mais funcionários técnico-administrativos; há a necessidade de somar ao quadro dos funcionários as trabalhadoras terceirizadas que, dia após dia, 'silenciosamente', dão o suor para manter o campus organizado. Esta situação, claro, não se restringe a UNESP de Rio Preto, mas todas as universidades e repartições públicas do país: é que a terceirização une gordos lucros, com trabalho precário e superexplorado e privatização dos bens e serviços que pertencem a todos e todas!

Por isso estudantes, funcionários e professores devem se unir contra a terceirização em geral, e particularmente nas universidades públicas. É impossível que em uma universidade que se pretende de ponta, como é o caso da UNESP, a comunidade acadêmica exclua uma parte de si, sob a forma dos terceirizados, ao mesmo tempo que deles depende para a manutenção de suas atividades mais básicas (são eles os que mais contribuem para que as aulas, trabalhos nos laboratórios e outras atividades possam se suceder efetivamente na Universidade diariamente. Para além disso, contribuem com parte do salário, ganho em árduos trabalhos, para que a Universidade pública seja mantida e aguardam algum retorno de toda riqueza de conhecimentos adquiridos pelos que têm a oportunidade de estarem na condição de estudante e professor da Universidade).

Torna-se cada vez mais urgente e necessária a união entre estudantes, trabalhadores efetivos e terceirizados, desempregados, sem terra e sem teto, professores e demais oprimidos pelo Estado e pelo capital. Todos os pressionados, rebaixados, molestados e escravizados pelo aparelho repressivo que é o Estado e pelos interesses da alta burguesia devem se unir e organizar-se para construir um movimento fortificado, que derrube aquilo que desfigura os trabalhadores, que destrua aquilo que destrói, diminui a qualidade e priva do acesso à população aos serviços Públicos de ensino, saúde, saneamento...

Somemo-nos à luta por uma Universidade PÚBLICA, de QUALIDADE e de acesso pleno a todos! Por condições dignas de trabalho aos funcionários das Universidades e à todos aqueles que ajudam a manter as Instituições públicas de ensino! Que se extinga a repressão, a exploração e a divisão da sociedade em classes, que torna, a cada dia, a classe trabalhadora mais doente e insalubre!



Juliana Galhardi, Secretária do Diretório Acadêmico "Filosofia" da UNESP - Rio Preto, com a colaboração do Diretório Central dos Estudantes “Helenira Resende” da UNESP-FATEC.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Dez anos da ocupação da UNESP de 1999.

A lembrança do Movimento Estudantil da UNESP, esse ano tem muito a comemorar, em especial o movimento de moradia estudantil, pois no ano de 2009 é o aniversário de 10 anos da campanha vitoriosa pela aprovação da construção dos blocos de moradia estudantil no Conselho Universitário desta importante universidade brasileira.
Grata a lembrança de que essa aprovação no Conselho Universitario só foi possível devido a tomada de consciência e do colegismo nota 10 da maioria absoluta plena dos discentes daquela época de ouro, além do apoio irrestrito da Adunesp, Forum das Seis e entidades estudantis de todo o estado de São Paulo.
Todo esse apoio aliado a participação ativa de muitos sonhadores nas diversas ocupações nos campus de Presidente Prudente, Araraquara, Franca, Marilia e São Paulo e pelas estratégicas ocupações da reitoria (ainda na alameda Santos), nessa os alunos da unesp receberam o apoio de estudantes da USP e UFSCAR.
São muitas as Histórias e lendas daqueles que estiveram no fronte das ocupações, em especial agora citamos o embate entre os discentes da FCT- Presidente Prudente, na ocasião os ocupantes receberam a triste noticia da aprovação na Congregação do pedido de reintegração de posse do prédio da direção daquele campus, porém firmes e convictos de seus ideais eles resistiram e na hora determinada para ocorrer a determinação judicial, todos os estudantes estavam na frente do referido prédio, a linha de atuação aprovada na assembléia de estudantes foi seguida a risco e um pequeno churrasco ocorreu nesta hora, assim no dia seguinte, no jornal da cidade a manchete reve-la a todos " Estudantes enfrentam reintegração com churrasco".
Neste ano a ocupação garantiu apoio do vice-diretor (DR. Neri Alves) e de metade dos votos necessários do Conselho Universitário, logo a decisão ficou nas mãos do Reitor Antonio Manoel que estutariamente detinha o voto de minerva.
O terreo, o primeiro andar e a propria sala de reuniões do Conselho Universitário estavam tomados e o Reitor aprovou a construção dos blocos de moradia que os estudantes lutavam, sendo eles os de Presidente Prudente, Marilia, Araraquara e Bauru.
Desta forma parabenizamos todos os alunos que participaram desta luta em favor de parte da manutenção dos sonhos da permanência dos estudantes de baixo poder aquyisitivo, os filhos dos operários e desfiliados desta Universidade Publica e assim neste artigo de eterna festa tiramos todos os lutadores daquelas datas da penumbra do esquecimento atual e saudamos a perspectiva da união necessária da manutenção desta conquista, as negiciações já ocorreram a muito tempo, basta de tanto esperar, estudantes univos em torno dos blocos já aprovados há dez anos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Araçatuba tem representante na UEE-SP



É com grande alegria que esse jornal vem respeitosamente comunicar a todos os estudantes universitários da Região Administrativa de Araçatuba, depois do decorrer de todo Congresso de Estudantes da União Estadual de Estudantes de São Paulo, agora a nossa cidade tem um Diretor Pleno nesta importante entidade de representação da nossa classe, o estudante escolhido pela Esquerda Marxista para representar a nossa região é André Olegário (foto a cima), segundo ele “o objetivo é propor um salto de qualidade na luta e nas propostas de melhoria do Ensino dentro do Movimento Estudantil, logo a luta agora é para garantir o direito de todos os estudantes, principalmente aqueles que são de certa forma ludibriados pelas universidades, em principal as particulares e quem sabe chegar ao momento onde todos possam fazer parte da Universidade Publica, pois acreditamos na Universidade Publica, Gratuita e de qualidade para todos”.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Universidade: Sonho possível e necessário



A Região de Araçatuba há tempos merece uma Universidade Federal, Pública, Gratuita e de Qualidade,isso é fato notório, mas nós devemos compreender que os cursos desta necessária e sonhada Instituição não devem ser o desejo de consumo dos que vêem na educação, um meio para o fim maior do mercado. Ao contrario, a todo o momento acreditamos que a educação tem como o fim maior à formação da consciência humana, por que não da própria consciência de classe,pois essa nos ajuda a desvelar o Mundo dos opressores e oprimidos. Assim propomos a criação da Universidade Federal do Chapadão da Noroeste, com a implementação dos cursos de Arquitetura, Ciências Sociais, Filosofia e Geografia. Una-se a esta luta, entre em contato conosco e ajude a colher assinaturas para um abaixo-assinado que pode mudar a vida da nossa região.

Crise Econômica Mundial


A crise que estamos vendo bater a nossa porta é produto direto do sistema capitalista, esta gerada no seio dos Estados Unidos da América, ela surge da ganância pelo lucro, alicerçada no descontrole da “farra do boi” do Estado perante a economia de mercado, além de ter uma boa pitada da falência do modelo Liberal que apregoa o Estado Mínimo, esse fiel ao “cassino financeiro” que joga com as esperanças e almas de um sem fim de proletários, desempregados e excluídos. Devemos compreender que o Capitalismo é volátil e a cada crise são criados novas formas de exploração, com intuito de agregar mais lucro aos patrões, essa também é uma forma de violência,sendo assim o principio da solução da crise não esta na diminuição de salários por horas trabalhadas, essa aceitação é uma perca Histórica que abre precedentes para maiores cortes nos nossos direitos adquiridos, ora com esses sindicatos pelegos que apregoam a conciliação, chega com o blá-blá-blá dos tucanos da austeridade da maquina a tender a compara-la à empresa, o papel do ser consciente é colocar o “bloco” na rua, não basta emprestar dinheiro só para o burguês, somos favoráveis que o Governo ajude também os cidadãos a honrar seus compromissos, ver na substituição do G7 para o G20 uma saída para a regulação das mazelas sociais e do próprio mercado é uma verdadeira crença onde o que mais deve ser levado em conta é a verdade, isso de nada fará com que as mazelas sociais sejam minimizadas e que o capital pare de ter seu objetivo principal que é o lucro sob quaisquer ser humano.